Língua portuguesa não é bicho de 7 cabeças

É comum que muitas pessoas tenham dificuldades — e até alguma aversão — às regras de uso da língua portuguesa, o que acaba criando uma barreira para o aprendizado e o desenvolvimento das habilidades de escrita, principalmente. Porém, existem meios para superar isso, pouco a pouco.

Pensando nisso, uma das propostas de conteúdo deste blog tem a ver com facilitar essa compreensão, tratando de temas que envolvem o uso da língua portuguesa nos mais variados contextos de comunicação. A ideia é trazer uma abordagem mais leve e objetiva.

Vamos começar?

Que atire a primeira pedra quem nunca disse algo como “odeio gramática”, “gramática é muito difícil” ou “gramática pra quê?”. Porém, você sabia que há mais de um tipo de gramática?

A história é bem longa, mas vamos tentar resumir para facilitar, claro. De acordo com a lógica defendida por Sírio Possenti, um linguista brasileiro conceituado, o que acontece é basicamente o seguinte: em geral, as pessoas se irritam porque creem que as gramáticas são conjuntos de regras inventadas pelos gramáticos e que todos devem seguir. No entanto, a situação é inversa. As regras são descobertas pelos gramáticos a partir de análise de dados, que nesse caso nada mais são do que textos. 

Mas vamos às definições em si. Aquela que a maioria conhece é a chamada normativa: traz uma ideia de obrigação (é o que deve ser), com regras baseadas somente na modalidade escrita (critério literário). Há, ainda, a internalizada, que todo falante possui: conhecimentos/usos linguísticos, com regras implícitas (sem que se tenha consciência delas, muitas vezes). Por fim, existe a descritiva, que busca as regularidades da língua, entendendo que não há línguas uniformes e que é preciso considerar mais critérios (não somente o literário). 

Só que não para por aí. Como a língua é bastante impactada pela passagem do tempo e pelas novas formas de interação e mídia que vão surgindo nas sociedades, é natural que existam diferentes interpretações, ruídos e mesmo dificuldades de adequação. 

De qualquer modo, a ideia é a seguinte: escrevemos abreviações como “pq” e “vc” em perfis pessoais de redes sociais e apps de mensagens (e elas funcionam perfeitamente bem nesse contexto), mas isso não significa que essa prática deve ser uma realidade também em textos didáticos e jornalísticos, por exemplo. É aquela velha história de prezar pelo contexto, analisando os pontos-chave: o que, quem, onde, como e quando.

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